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Como escolher a tecnologia certa para seu projeto

10 de maio de 2026·6 min de leitura

Uma das perguntas mais comuns de quem está iniciando um projeto de software: "Qual tecnologia devo usar?"

A resposta honesta é: depende. Mas existe uma forma sistemática de chegar na resposta certa.

O critério que mais importa: custo de operação

Frameworks viram tendência e somem em 3 anos. A pergunta que sempre fazemos primeiro não é "qual é o mais moderno?", mas "qual a equipe consegue manter daqui a 3 anos?"

Tecnologia exótica resolve problemas exóticos. A maioria dos projetos não tem problemas exóticos.

Frontend: quando cada escolha faz sentido

Next.js — nossa escolha padrão para sites e aplicações web. SSR, SSG e API routes em uma única plataforma. Excelente para SEO, ótimo DX, deploy trivial na Vercel.

React puro (Vite) — para SPAs que não precisam de SEO e são atrás de autenticação. Dashboard de gestão, painel interno, aplicação B2B.

HTML + JS vanilla — para landing pages simples onde performance é crítica e não há lógica de estado.

Backend: o critério é throughput vs. complexidade

Go — nossa escolha quando throughput importa. APIs que processam centenas de requisições por segundo com uso de memória previsível. Usado nos nossos produtos fiscais e de emissão de notas.

Node.js / TypeScript — quando a equipe é full-stack e o produto precisa de velocidade de desenvolvimento. Prototipação rápida, MVPs, integrações.

Python — quando o projeto envolve dados, ML ou automação. Não usamos para APIs de produção de alta carga.

Banco de dados: não existe bala de prata

PostgreSQL — 95% dos projetos. Relacional, confiável, suporta JSON quando necessário. Com o Supabase, tem autenticação e storage inclusos.

Redis — complementar ao Postgres. Cache, rate limiting, sessões, filas simples.

MongoDB — apenas quando o schema realmente muda com frequência imprevisível. Evitamos como banco principal.

A regra de ouro

Use a tecnologia mais entediante que resolve o problema.

Entediante significa documentação extensa, comunidade grande, bugs conhecidos e resolvidos, e engenheiros disponíveis no mercado. Projetos não morrem por falta de inovação tecnológica — morrem por falta de manutenção.


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